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Por Política em Debate I Brasília, Em 09/07/2025, 07h:52
E o que poderia se esperar de Donald Trump que não fosse tolice, idiotice travestida de ação política? Donald Trump voltou ao seu script favorito: defender ditadores, golpistas ou qualquer um que desafie as instituições democráticas. Desta vez, resolveu abrir a boca para dizer que Jair Bolsonaro estaria sendo perseguido injustamente no Brasil pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Blá blá blá. Nada além de mais um gesto do presidente americano para agradar a extrema direita internacional, tão unida em seus objetivos autoritários; e ainda tentar tumultuar o ambiente político com um factoide, de forma a retirar o sucesso alcançado pelo BRICS Summit 2025, realizado no Rio de Janeiro, dos holofotes da imprensa.
Mas ao contrário do que Trump pensa, a Justiça brasileira não persegue ninguém por opinião ou retórica política. Bolsonaro responde perante a lei por atos concretos, que colocaram em risco a democracia e fomentaram uma tentativa de golpe contra o governo eleito de Luiz Inácio Lula da Silva.
O Jornal Nacional convidou o jurista Gustavo Sampaio para analisar essa fala de Trump. E a resposta foi precisa. Segundo Sampaio, as legislações dos EUA e do Brasil diferem muito nos crimes contra a democracia. Lá, Trump saiu ileso por falhas no sistema de responsabilização penal, mesmo após os eventos de 6 de janeiro de 2021, quando seus seguidores invadiram o Capitólio em tentativa uma de insurreição.
“O presidente Donald Trump hoje não seria presidente da República, porque certamente ele teria sido acusado de crime contra a democracia, teria sido processado, julgado e possivelmente condenado. Como ele escapou ileso da persecução penal, ele quer criticar um país que não permite o mesmo desfecho e que, preservando a autoridade da sua lei penal, pune quem age contra a democracia.”
Sampaio ainda classificou a fala de Trump como mais uma retórica populista de quem:
“Despreza o Estado democrático de direito e defende um modelo centralizador, um modelo autoritário de governança que não coincide com as expectativas democráticas do mundo ocidental livre.”
Trump defende Bolsonaro não por empatia, mas por conveniência ideológica. São dois lados da mesma moeda autoritária: ambos venderam suas democracias em troca de poder absoluto, cultos de personalidade e a destruição das instituições que os próprios juraram proteger.
No fim, a pergunta que fica é: quem ainda acredita em discursos que tentam proteger pessoas acusadas de atos criminosos, sob o manto de uma “pseudo liberdade” de expressão?



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