O engenheiro Pedro Luis Kurunczi, foi condenado pelo ministro Alexandre de Moraes por financiar ônibus para levar pessoas que agora respondem por crime de terrorismo e outros correlatos, às portas do poder em Brasília.
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Por Política em Debate I Brasília, Em 29/06/2025, 19h27
O Brasil amanheceu hoje com um sinal vindo do Supremo Tribunal Federal (STF): a democracia pode ter sido fragilizada, mas ela resistiu e prevaleceu. Em decisão histórica, o ministro Alexandre de Moraes, em seu voto como relator, condenou o primeiro financiador dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, que tentaram derrubar o governo democraticamente eleito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seu vice, Geraldo Alckmin.
A pena foi exemplar: 17 anos de prisão. O engenheiro Pedro Luis Kurunczi, condenado por financiar ônibus para levar pessoas que agora respondem por crime de terrorismo e outros correlatos, às portas do poder em Brasília, sentirá na pele que tentar destruir a Constituição custa caro. O ministro Alexandre de Moraes votou para condenar o réu por cinco crimes. São eles: abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração do patrimônio tombado e associação criminosa armada.
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E a pergunta que fica é: quantos outros ainda estão livres? Quantos empresários do agronegócio, prestadores de serviços e outros, que se acham acima do Estado brasileiro, contribuíram com recursos para que o Brasil fosse quase jogado em mais um abismo autoritário? E o que eles ganhariam com isso?
É importante lembrar que, sem financiamento, o 08 de janeiro de 2023 e os acampamentos golpistas em frente dos quartéis do Exército, em Brasília e em todo o país, não aconteceriam. Foi a blindagem financeira – fruto de anos de desinformação, manipulação religiosa e ódio de classe cultivados pela extrema direita – que sustentou o sonho do golpe. Um sonho que virou pesadelo, e agora começa a ter o preço devido cobrado.
O voto de Moraes foi certeiro ao reforçar que não se trata apenas de manifestantes ou invasores do patrimônio público, mas de um ataque direto à democracia, articulado por redes políticas e econômicas que desejam um Brasil dominado pelo autoritarismo, pelo retrocesso de direitos e pela opressão violenta contra qualquer forma de oposição.
Este é apenas o começo. Se o STF quiser, de fato, proteger o regime democrático, a lista de financiadores terá de ser julgada até o fim. É hora de mostrar que ninguém está acima da Constituição – nem mesmo aqueles que, sentados em seus escritórios ou fazendas de milhares de hectares, pensam poder solapar o direito da maioria dos brasileiros, que em 2022 escolheu Luís Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin como governantes do Brasil.

