Deputado Fábio Teruel e os R$ 2,2 milhões Para a “Beverly Hills” Paulista

Um escândalo. Só mais um escândalo protagonizado por deputados do centrão. O deputado Fábio Teruel, segundo acusações, destinou R$ 2,2 milhões para recapear as ruas do condomínio de luxo em que mora em São Paulo. A chamada “Beverly Hills” paulista.

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Por Política em Debate I Brasília, Em 28/06/2025, 08h07

Bom dia, meus amigos e amigas. Vamos conversar sobre mais um escândalo que prova que o Centrão e a extrema direita são inimigos do povo brasileiro.

Desta vez, o protagonista é Fábio Teruel (MDB-SP), deputado federal que se apresenta como influenciador digital, evangelizador, pregador da fé cristã, seja ela qual for – católica ou evangélica – mas que, na prática, atua como operador político de privilégios para si e para os mais ricos, exatamente como denuncia o jornalista Reinaldo Azevedo, indignado com o caso.

Quem é Fábio Teruel?

Deputado federal, influenciador digital com milhões de seguidores, radialista, evangelizador midiático e morador de um dos condomínios mais caros do Brasil, o Residencial Tamboré I, em Barueri (SP). Lá vivem celebridades como Deolane Bezerra, Fiuk e Camila Loures. As mansões lá custam entre R$ 6,8 milhões e R$ 40 milhões, com lotes de até 5 mil m², piscinas, cinemas, academias, quadras de tênis, pista de skate e até 26 mil m² de mata nativa preservada. O deputado gosta do bom. Do melhor.

Pois bem…

O que ele fez?

Simples: mandou R$ 2,2 milhões em verba pública, do dinheiro de todos nós, que deveria ter ido para a saúde, para a educação, para a segurança pública, para a construção e melhoria de rodovias, para creches públicas, para a merenda escolar, para, enfim, para o que se espera que um deputado faça pelo povo. Mas não. O deputado pegou e destinou esse dinheirão para recapear as ruas do próprio condomínio de luxo onde mora com a família, segundo dados do Portal da Transparência confirmados pelo jornalista.

Reinaldo Azevedo ironiza:

“Ele quer cortar gasto de pobre, mas manda dinheiro pro Tamboré I, onde ele mora. A casa nem está declarada à Justiça Eleitoral… Ué, de Deus isso não é. Cristo não está aí.”

A denúncia revela que o deputado enviou R$ 11 milhões em emendas para Barueri, dos quais R$ 2,2 milhões foram usados para beneficiar o condomínio onde reside. Tudo isso enquanto vota contra os pobres no Congresso.

Como ele votou?

A favor de derrubar o IOF sobre compras de dólar e investimentos no exterior, protegendo os ricos que mandam dinheiro para offshores.

A favor de derrubar o veto presidencial que impediria o repasse bilionário de recursos para o setor de energia fóssil, jogando R$ 525 bilhões de prejuízo na conta de luz do povo brasileiro até 2040.

Contra o fim da escala 6×1, que penaliza milhões de trabalhadores sem descanso digno.

E para quem ele trabalha? Para os 0,1% mais ricos, para o lobby dos combustíveis fósseis, para a elite que vive em bolhas como o Tamboré I, onde ele reside.

Religião: marketing ou fé?

Na fala indignada de Reinaldo Azevedo, ecoa o sentimento de milhões de brasileiros:

“Seja evangélico, seja católico… Cristo não está aí! E querer cortar dinheiro de pobre e mandar dinheiro pra asfaltar rua de condomínio de luxo. Uma coisa é certa: de Deus isso não é.”

O próprio jornalista questiona a confusão religiosa do deputado: ora católico devoto de Nossa Senhora, ora evangélico, ora apenas “cristão” – tudo para ampliar sua base midiática e eleitoreira. Mas suas atitudes mostram qual é o verdadeiro altar que ele reverencia: o dinheiro.

Esse é o retrato de um Brasil sequestrado pelo Centrão e pela extrema direita, que legislam para garantir privilégios a si e aos milionários, enquanto empobrecem e oprimem o povo que os elegeu. Fábio Teruel é só mais um exemplo do projeto político de submissão social em curso. Um descaramento só. Aproveitadores vis.

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