Publicado em 29/03/2025, 17:40h
O ministro Luiz Fux volta a ser a esperança da extrema direita quase uma década após o célebre “In Fux we trust”, revelado pela Vaza Jato. Na época, ele atuou, implicitamente, como aliado da Lava Jato, defendendo decisões questionáveis e atacando provas consideradas ilícitas. Agora, em 2025, Fux surge como peça-chave no julgamento de Bolsonaro pela tentativa de golpe. Seu voto recente relativiza a criminalização da tentativa de golpe, reacendendo a confiança da extrema direita em sua atuação, que agora busca atrasar julgamentos e criar brechas jurídicas.
Seja como for, é muito pouco provável que mesmo que haja um recurso analisado pelo plenário do STF, em caso de não unanimidade dessa condenação de Bolsonaro por tentativa de golpe de estado, e crimes associados, o ex-presidente seja absolvido ou o fórum de competência, que é o STF, seja alterado. Bolsonaro sabe disso. Os parlamentes da extrema direita também sabem e, justo por isso, depositam, de fato, as esperanças em livrar Bolsonaro da cadeia, em uma hipotética anistia vinda do Parlamento. Mesmo assim, essa “anistia” seria cassada pelo próprio STF, se provocada a analise da sua constitucionalidade por um parlamentar do PT, do PSOL ou de outros partidos.

🔗 Leia o texto completo do Intercept Brasil: In Fux we trust, parte 2 – The Intercept Brasil
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