Publicado em 25/03/2025, 13:21h

Carla Zambelli, deputada federal pelo Partido Liberal, o mesmo partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi condenada pela maioria do pleno do STF (6×0) por perseguição armada às vésperas do segundo turno das eleições de 2022, Zambelli sacou uma arma e perseguiu o jornalista Luan Araújo nas ruas do bairro Jardins, em São Paulo. O julgamento formal ainda não terminou porque o ministro Kássio Nunes pediu vistas do processo, quando já haviam sido proferidos 04 votos pela condenação da deputada.

De quase nada valeu o pedido de vistas de Kássio Nunes, uma vez que os ministros Zanin e Dias Toffoli anteciparam seus votos, que agora está em 6×0 pela condenação, faltando ainda os votos dos demais ministros. Zambelli está sendo apenada a 05 anos de reclusão e, com isso, perde o seu mandato de parlamentar, já cassado pelo TSE de São Paulo, em definitivo. Se serviu de alguma coisa o pedido de vistas de Kássio Nunes é que, em até 90 dias, a ainda deputada não corre o risco de prisão, já que o julgamento ainda não está terminado.

Ao longo de sua carreira, Zambelli esteve envolvida em diversas controvérsias e processos judiciais:

Além desses casos, Zambelli enfrentou acusações de difamação, como em 2017, quando foi detida por ordem do deputado Paulo Pimenta (PT-RS) após acusá-lo de roubo durante uma sessão no Congresso. Em 2018 ela foi condenada por difamar o ex-deputado Jean Wyllys, acusando-o de pedofilia nas redes sociais.

Além das condenações citadas, Carla Zambelli está sendo investigada pela Polícia Federal (PF) por seu suposto envolvimento em ações relacionadas à tentativa de golpe de Estado e aos eventos de 8 de janeiro de 2023. Em julho de 2024, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a abertura de uma investigação para apurar a possível participação da parlamentar nesses atos.

Em novembro de 2024, a PF revelou que Zambelli teria pressionado o então comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Júnior, para que apoiasse a tentativa de golpe de Estado em 2022, afirmando que o militar “não podia deixar o presidente Bolsonaro na mão“. O comandante, no entanto, se recusou a participar de qualquer ação ilegal.

A trajetória de Carla Zambelli reflete sua atuação como uma militante ativa da extrema direita brasileira, marcada por posições controversas e envolvimento em diversos processos judiciais ao longo de sua curta carreira política.

Quanto ao ex-presidente Jair Bolsonaro, ele acusa Zambelli de ser a responsável pela sua derrota eleitoral para Lula em 2022. Há muita controvérsia se a “perseguição armada de Zambelli em 2022” teria realmente prejudicado a campanha do ex-presidente.

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