A Polícia Federal tem incomodado os poderosos. Investigações recentes expõem esquemas bilionários de corrupção, do “orçamento secreto” às emendas parlamentares desviadas com agiotas e planilhas manuscritas. Enquanto a PF avança, parte do Congresso tenta amarrá-la com o “PL Antifaçção”. Este artigo detalha a guerra invisível pelo controle do combate ao crime, mostra quem são os alvos das operações – incluindo aliados de Arthur Lira – e revela como deputados que denunciam a corrupção, como Glauber Braga, são perseguidos. Descubra por que enfraquecer a PF é um projeto de impunidade.
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Os Movimentos da Máquina Narcoestatal
O escândalo que levou à prisão e à polêmica soltura do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, é frequentemente visto como um “problema carioca”. Uma disfunção local, um caso isolado de promiscuidade entre a política e o crime. Essa é uma leitura perigosamente míope.
O que se desenrola no Rio é, na verdade, a face mais exposta de uma rede nacional, um modus operandi que encontra eco e conivência em gabinetes de outros estados, especialmente aqueles governados pela extrema direita.
A Engenharia Legislativa para Asfixiar a PF e Blindar o Crime
A aprovação, às pressas e em uma quinta versão profundamente alterada, do Projeto de Lei Antifacção pela Câmara dos Deputados, no dia 18 de novembro, não representa um avanço no combate ao crime organizado. Pelo contrário, configura uma operação de bastidores, orquestrada pelo relator deputado Guilherme Derrite e chancelada pelo presidente da Casa, Hugo Motta, com o objetivo claro de desmantelar a capacidade operacional da Polícia Federal (PF).