Mais uma Chacina: Caem os Peões, Poupam-se os Chefões

O Rio de Janeiro amanheceu mais uma vez coberto pelo cheiro acre da morte. A megaoperação policial no Complexo da Penha, ordenada pelo governador Cláudio Castro, já contabiliza 134 mortos — o maior massacre da história recente do estado. O que o governo tenta vender como “combate ao crime organizado” é, na verdade, um ato de extermínio deliberado, uma demonstração de força que transforma vidas humanas em estatísticas e caixões em palanque político.

A Distopia Libertária que Arrasta a Argentina ao Abismo

Há um momento na história em que o absurdo deixa de ser apenas grotesco e se torna trágico. A Argentina vive esse momento. Javier Milei, o homem que chegou ao poder prometendo “passar a motosserra” no Estado e “libertar” o mercado, conseguiu o que poucos imaginavam: destruir, em um pouco menos de 2 anos, o que restava da economia argentina — e ainda ser celebrado por parte da elite neoliberal brasileira como um messias da eficiência.

Trump abandona o bolsonarismo e abraça a realpolitik

O bolsonarismo acreditou que a amizade ideológica com Donald Trump garantiria influência e proteção, mas o pragmatismo da realpolitik falou mais alto. Enquanto Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo alimentavam discursos conspiratórios, o governo Trump mostrou que seus interesses comerciais valem mais do que afinidades políticas. O encontro entre o chanceler Mauro Vieira e autoridades americanas expôs o isolamento dos seguidores de Jair Bolsonaro e demonstrou que, no jogo diplomático, os “adultos” tomaram o assento à mesa — deixando os extremistas à margem.

MP da taxação BBB: A derrota que virou bandeira

A política brasileira é um espelho onde o reflexo nunca é o que parece. A queda da MP que previa a taxação de bilionários, bancos e casas de apostas — apelidada de taxação BBB — foi celebrada pela extrema direita como um “revés histórico” do governo Lula. Mas, na realidade, o episódio revelou algo bem mais profundo: a direita comemorou uma vitória aparente, enquanto o governo transformou o episódio em um triunfo simbólico e moral.

O Efeito Lula e a Falência Moral da Extrema Direita: de Bolsonaro a Tarcísio

Há momentos na história política em que as máscaras caem. O Brasil vive um desses momentos. A tentativa desesperada da extrema direita de preservar os privilégios das elites — enquanto posa de defensora da moral e da liberdade — colide com a realidade nua e crua de um povo que acordou. O mesmo povo que viu seu prato voltar a ter comida, seu salário comprar mais e sua dignidade ser restaurada, agora enxerga com nitidez o contraste entre o projeto social de Lula e o cinismo da direita neoliberal de Tarcísio de Freitas, Sósthenes Cavalcante e companhia.

O “Homem da Coca-Cola” e a sabotagem ao Brasil

Há um momento em que as máscaras caem. E Tarcísio de Freitas, o governador de São Paulo que tenta se travestir de gestor técnico e equilibrado, finalmente revelou a quem realmente serve. A recente derrota da Medida Provisória que previa a taxação dos 1% mais ricos, das bets e das fintechs, não foi um acidente político ou mera desarticulação de governo. Foi sabotagem. Fria, calculada.

Milei virou seu próprio espetáculo: um presidente em jaqueta de couro, tentando distrair o povo

A Argentina vive um dos períodos mais sombrios de sua história democrática recente. O que começou como a promessa de uma “revolução liberal” comandada por Javier Milei — um personagem histriônico, de retórica histérica e soluções ditas mágicas, e que diz falar com seu cão, Conan, morto em 2017.— se transformou rapidamente em uma crise institucional, econômica e moral.

Tarcísio, o deboche e o veneno: a insensibilidade da extrema direita é a sua mais grotesca marca

Tarcísio, o deboche e o veneno: quando a insensibilidade se torna método

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, parece ter decidido seguir à risca o manual do cinismo político da extrema direita brasileira. Diante de um escândalo grave de adulteração de bebidas alcoólicas com metanol — um episódio que já contaminou centenas de pessoas e possivelmente matou ao menos 12 —, o governador preferiu debochar. Disse, em tom de piada, que “só vai se preocupar quando falsificarem Coca-Cola”. É uma frase que, por si só, sintetiza o abismo ético que separa a sensibilidade humana de quem ocupa o poder.