Oreshnik: O Míssil que Destruiu a Segurança Energética Europeia

Oreshnik que atingiu a instalação de armazenamento subterrâneo de gás de Bilche-Volytsko-Uherske, nos arredores de Lviv, não foi apenas mais um episódio da guerra na Ucrânia. Ele inaugurou uma nova fase do conflito: a da destruição energética indireta, em que países que sequer estão em guerra passam a ser vítimas diretas da coerção estratégica russa.

A explosão não caiu sobre a Moldávia.
Mas quase metade do gás que deveria aquecer as casas do país, vizinho da Ucrânia, neste inverno foi perdida ali.

A Ironia do Inverno: A Europa na Marcha à ré à Rejeição do Gás Russo? O Fator Trump

A Europa destruiu sua própria ponte energética — e agora congela do outro lado.
Enquanto líderes falam em “diálogo” e “concessões”, a Rússia desmonta fisicamente o gasoduto Yamal-Europa e a Alemanha bloqueia a reativação do Nord Stream 2, mesmo sob controle americano.
O resultado é brutal:
o gás que aquecia a Alemanha agora aquece a China — e a Europa entra no inverno mais frágil da era moderna.
Não é só crise energética.
É o fim de uma era geopolítica.

O Jogo das Sombras: a Tentativa de Assassinato de Putin

Enquanto o presidente Trump anunciava conversas separadas com Volodymyr Zelensky e sinalizava uma disposição realista para negociar um fim para o conflito – estranho um mediador que é, no frigir dos ovos, o promotor do conflito; já que é a liderança inconteste da OTAN -, a resposta do establishment europeu e da liderança ucraniana foi… um ataque terrorista.

Disse Sergei Lavrov a jornalistas:

“Na noite de 28 para 29 de dezembro, o regime de Kiev lançou um ataque terrorista usando 91 drones de longo alcance contra a residência oficial do presidente russo na região de Novgorod”.

A Europa de Joelhos sem o Gás Russo

O inverno europeu se transformou no temor mais agudo de governantes, empresários e cidadãos comuns. A crise energética que hoje paralisa indústrias, multiplica contas de luz e ameaça congelar lares não surgiu do nada.
O suicídio energético europeu começou a ser planejado em 2022, com a escalada do conflito na Ucrânia, mas foi consumado com um ato de sabotagem, que ecoa como um tiro no próprio pé: a destruição dos gasodutos Nord Stream 2.