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Por PolitikBr I Brasília, Em 07/10/2025, 19h:07, Leitura: 5 min
O discurso da “sorte de Lula” morreu. Morreu porque os números do sucesso do seu governo gritam mais alto do que a retórica inflamada de quem torce contra o país. Enquanto os profetas do caos — de Paulo Guedes aos editoriais da grande imprensa — anunciavam o apocalipse econômico que se instalaria se Lula fosse eleito, o Brasil se consolidava como um dos mercados mais atrativos a investimentos do planeta, com um superávit comercial recorde, inflação sob controle e um mercado de trabalho no auge das últimas três décadas.
O dado não vem da militância, mas de fatos. Em setembro, o país registrou um superávit comercial acima do esperado, resultado de exportações fortes e da resiliência do setor produtivo interno. Ao mesmo tempo, o próprio presidente do Banco Central — aquele mesmo que mantém os juros em um patamar indecente — reconheceu a força do mercado de trabalho e a exuberância da economia real.
A economia real versus o rentismo de plantão
Há uma contradição central na cena econômica brasileira: de um lado, a economia real que cresce, exporta, emprega, investe, e atrai investimentos externos; de outro, o rentismo institucionalizado pelo Banco Central, que impõe ao país uma taxa Selic desproporcional, travando investimentos produtivos – que geram empregos e aumentam a riqueza e a renda nacional – e transferindo a riqueza pública para o sistema financeiro. Para menos de 200 mil pessoas, contra todo os 216 milhões de brasileiros.
Mesmo assim, o país cresce. Cresce apesar do Banco Central, não por causa dele. Cresce com investimento estatal e privado, com política industrial, com valorização do salário mínimo e fortalecimento do consumo interno. A política econômica de Lula é, sim, desenvolvimentista — racional. Não é o populismo, sem sentido, do bolsonarismo, nem é a gastança que o “mercado” teme como farsa para justificar seus privilégios.
A verdade é que, sob Lula, o Brasil voltou a ser um polo de estabilidade e oportunidade em um mundo fragmentado por guerras comerciais e desindustrialização ocidental. Mesmo com as tarifas impostas por Donald Trump aos produtos brasileiros — e com o dólar pressionado por tensões externas —, os investidores estrangeiros veem o Brasil como o mercado mais promissor.
Guedes e o vaticínio que não se cumpriu
Paulo Guedes, o “posto Ipiranga” do desastre bolsonarista, vaticinou em 2023 que o Brasil de Lula viraria uma “Venezuela” em seis meses e, logo depois, fracassaria como a Argentina. O tempo, porém, tratou de desmenti-lo com ironia. A Argentina hoje enfrenta uma recessão devastadora sob Javier Milei — o “Messias do Mercado” — que destruiu políticas públicas, afundou salários e multiplicou a pobreza, colocando o país em um beco sem saída.
Enquanto isso, o Brasil mantem a inflação sob controle, viu o desemprego cair a níveis históricos e a economia crescer mesmo sob o fardo dos juros extorsivos. O contraste entre Milei e Lula é, de fato, pedagógico: um está destruindo o país em nome do “livre mercado”; o outro reconstrói o Brasil, mata, de novo, a fome do povo, em nome da dignidade nacional.
Quando até o adversário reconhece
É sintomático que até os adversários de Lula tenham abandonado o discurso da “sorte”. A retórica se esgotou. Falar em sorte diante de indicadores concretos é um insulto à inteligência do leitor e à realidade dos números. A política econômica brasileira está dando certo porque há planejamento, visão de futuro e gestão técnica — não porque “os ventos do mundo” sopraram a favor.
Mesmo o Banco Central, que joga contra, começa a se render à evidência. Em declarações recentes, o presidente da instituição reconheceu que o país vive o “mercado de trabalho mais exuberante em três décadas”. É a confissão de que a engrenagem da economia está viva, pulsante e sustentada por fundamentos sólidos — não por acaso, fruto direto de políticas de investimento, estímulo à produção, e a retomada de programas sociais e de distribuição de renda, políticas justas negligenciadas pelo governo Bolsonaro.
O contraste moral e político
O Brasil avança porque recuperou a noção de projeto nacional. O capital estrangeiro volta porque há estabilidade política, previsibilidade e compromisso com a produção e o consumo — não com o cassino financeiro, que apesar de tudo persiste. O dólar, inclusive, vem em trajetória de queda nas projeções do mercado para 2025 e 2026, acompanhado da redução das expectativas inflacionárias. É isso que irrita a oposição e desnuda o pessimismo dos analistas de plantão. Lula, mesmo enfrentando um Banco Central hostil e um cenário internacional tenso, conseguiu equilibrar as variáveis macroeconômicas sem sacrificar o social.
O país cresce com empregos e exportações, não com promessas e slogans. Cresce com políticas públicas, não com austeridade cega. Cresce com visão de país, não com subserviência ao “mercado”.
O Brasil, hoje, é o exemplo que desmonta o dogma neoliberal. E essa é, talvez, a vitória mais simbólica de todas.
Esse artigo foi baseado em:
- Brasil tem superávit comercial acima do esperado em setembro – Brasil 247
- Galípolo: mercado de trabalho é o mais exuberante em 3 décadas – Brasil 247
- Investidores estrangeiros apontam o Brasil como mercado mais promissor – DCM
- Mercado reduz estimativa para o dólar e prevê inflação menor – Correio Braziliense
- Tarcísio e a farsa Milei – Política em Debate
- ‘A Argentina está se destruindo para sustentar uma mentira cambial’, diz Eduardo Moreira
- Após mais de uma década, Brasil volta a deixar o Mapa da Fome sob governo do presidente Lula — Ministério das Mulheres



