Efeito Lula: o cenário econômico brasileiro em 2025

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Por PolitikBr I Brasília, Em 30/09/2025, 15h:58, Leitura: 4 min

O cenário econômico brasileiro em 2025 é daqueles que fazem até o mais pessimista dos analistas se render aos fatos — e não é por menos. O Brasil atravessa um momento de retomada vigorosa, algo que desafia o discurso fatalista de parte do establishment midiático e promete desmontar, linha por linha, as teses dos que apostaram no fracasso. O desemprego caiu para 5,6%, repetindo um recorde histórico, ao mesmo tempo em que o país bateu a impressionante marca de 1,5 milhão de empregos formais criados só nos primeiros oito meses do ano. São números que não surgiram ao acaso: resultam de uma combinação de escolhas políticas e econômicas que, por sua vez, desaguam no cotidiano de milhões de brasileiros — aquilo que, para o governo de Jair Bolsonaro, nunca passou de retórica vazia.

As raízes desse desempenho se encontram no chamado “efeito Lula”, expressão que os inimigos de plantão tentam negar , mas que se impõe diante dos fatos. A aposta em políticas expansionistas, estímulo ao consumo interno, reativação dos investimentos públicos e a negociação firme com setores estratégicos da economia, trouxe de volta um dinamismo há anos esquecido. Não faltou quem torcesse o nariz e defendesse o “choque de austeridade” como única solução, ignorando que os países que insistem nesse mantra colhem recessão, revolta social, perda acelerada de poder aquisitivo e desemprego dos trabalhadores, penalizando, em especial, os mais pobres e vulneráveis; e cada vez mais se amplia a concentração de renda na mão de poucos, E tudo isso com um banco central que pratica uma absurda taxa real de juros, a primeira ou a segunda maior do planeta, com uma Selic de 15% para uma inflação anualidade que deve ser menor do que 4,5% em 2025.

Mnistro Fernando Haddad fala das tarifas americanas e de como isso está prejudicando a própria economia dos EUA

Nesse cenário virtuoso, o ministro Fernando Haddad, com a sua serenidade e o olhar crítico de sempre, diz que o protecionismo comercial imposto pelos Estados Unidos é como “um tiro no pé”. Para ele, mais do que proteger os setores produtivos americanos, as tarifas implementadas por Washington representam um retrocesso que ameaça o próprio dinamismo econômico dos EUA, encarecendo insumos, gerando ineficiência e, ironicamente, prejudicando a criação de novos e melhores empregos — exatamente o oposto do que seus formuladores pretendiam. A verdade inconveniente para os americanos é que o jogo do isolacionismo tarifário só agrada aos setores produtivos decadentes, enquanto sufoca a competitividade e compromete o futuro de uma economia que perdeu parte significativa de sua vitalidade faz muitos e muitos anos, quando a economia americana passou a ser dominada pelo financeirização desenfreada (neoliberalismo).

Enquanto isso, no Brasil, o governo Lula aponta para uma integração inteligente com o mercado global, sem abrir mão da soberania e do estímulo à produção nacional. Os dados de emprego são o termômetro inquestionável dessa estratégia: não se trata apenas de estatísticas frias, mas de rostos, famílias e perspectivas que mudam para melhor. E, convenhamos, não há nada mais acachapante para a retórica da derrota do que a evidência inegável de uma sociedade que volta a sonhar e trilhar o caminho da prosperidade.

Efeito Lula – Nível de desemprego abaixo de 5,6% e criação de 1,5 milhão de empregos durante os 08 primeiros meses de 2025

É preciso ir além das manchetes: a recuperação dos empregos revela uma recomposição no tecido social, fortalecimento do consumo interno, expansão da base tributária e, consequentemente, aumento da capacidade do Estado em investir em infraestrutura, saúde e educação, apesar do imenso serviço da dívida, fruto das políticas perniciosas do Banco Central. Claro, tudo isso ocorre sob o fogo cerrado dos críticos que, quando não distorcem os fatos, tentam desqualificar os avanços afirmando se tratar apenas de “marolas estatísticas”. Preferem ignorar que, mesmo faltando três meses para o fim do ano, o Brasil já superou marcas históricas, deixando para trás o ciclo vicioso de desemprego crônico, da fome endêmica que havia sido erradicada, e voltou com toda a força no governo anterior, e o desalento social.

Portanto, quando se diz que o país vive um “efeito Lula”, não se trata de slogan; é simplesmente a constatação de que políticas públicas baseadas em inclusão social, retomada do investimento e diálogo macroeconômico responsável são capazes de transformar realidades. A comparação com o modelo americano — hoje agarrado ao fantasioso protecionismo tarifário — evidencia dois caminhos: de um lado, a aposta míope na contenção e no fechamento; de outro, a ousadia de abraçar a pluralidade econômica e expandir horizontes.

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