As pesquisas mais recentes da Genial/Quaest revelam um colapso inédito da imagem do clã Bolsonaro na sociedade brasileira. A rejeição de Jair Bolsonaro saltou de 57% em agosto para 64% em setembro. Michelle Bolsonaro viu sua reprovação ir de 51% para 61%. O campeão da rejeição, porém, é Eduardo Bolsonaro: incríveis 68% dos brasileiros afirmam que jamais votariam nele para presidente, um salto de 11 pontos em apenas um mês, acelerando após sua campanha internacional contra o Brasil e os escândalos sucessivos de conspiração e ausência parlamentar.
A rejeição ao clã Bolsonaro disparou em todas as frentes. O instituto Genial/Quaest mostrou que Lula vence em todos os cenários projetados para 2026 — e com folga, chegando até a possibilidade de vitória em primeiro turno. A extrema direita não consegue mais mobilizar o eleitor da mesma forma que em 2018, mesmo com a máquina das fake news a pleno vapor e um congresso que teima em desrespeitar a opinião da maioria, que é contra a anistia. A maioria do eleitorado quer é que Jair Bolsonaro cumpra tim por tim os 27 anos e 03 meses de prisão a que foi condenado.
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Por PolitikBr I Brasília, Em 18/09/2025, 20h:12, Leitura: 3 min
76% dos brasileiros não querem Jair Bolsonaro de volta ao poder. O desgaste de toda a família Bolsonaro, agora é visto como sinônimo de decadência política, fanatismo vazio e oportunismo rasteiro.
O desgaste é resultado direto do mergulho do bolsonarismo no radicalismo. Eduardo, em autoexílio nos EUA, se tornou símbolo da antipolítica e é frequentemente taxado de traidor da pátria; Michelle, que aposta em narrativas falsas de “perseguição religiosa”, foi desmentida até por lideranças evangélicas e tem sua possível candidatura vista como peça de marketing já desacreditada; já Jair, condenado pelo STF a 27 anos e 03 meses de prisão, arrasta consigo além da rejeição, parcela cada vez menor de fiéis seguidores. Nos eleitores “sem posicionamento”, a rejeição da família Bolsonaro supera 75%.
O ex-presidente não é apenas um político rejeitado; é um condenado inelegível, cercado por processos que envolvem desde ataques ao sistema eleitoral até sua cumplicidade nos atos golpistas de 8 de janeiro. Sua imagem pública está marcada pelo rastro de incompetência, mortes na pandemia e submissão a interesses estrangeiros.
Esse histórico, somado à atuação tóxica dos filhos e à farsa encenada por Michelle sobre perseguição religiosa, explica por que o clã inteiro se tornou um peso quase morto na política nacional.

Enquanto a extrema-direita afunda, o presidente Lula, repetindo, ampliou sua liderança e seria eleito em todos os cenários testados para 2026. Em simulações de primeiro turno, Lula aparece com 32% das intenções de voto, abrindo larga vantagem sobre todos os adversários, incluindo Michelle, Eduardo e a nova geração da direita. Em todos os cenários de segundo turno, Lula venceria com folga, tornando possível até mesmo uma vitória em primeiro turno, caso a dispersão da direita se mantenha alta.
A principal herança bolsonarista não é a polarização, mas a rejeição: um sentimento majoritário de basta — ao golpismo, à hipocrisia e ao uso cínico de religião e falso patriotismo para se blindar contra a justiça.
A política brasileira de hoje parece sinalizar um processo em curso de expurgo democrático. O bolsonarismo, que já foi força hegemônica, agora é visto como cicatriz vergonhosa. Não é apenas Lula quem cresce; é a democracia que se fortalece ao rejeitar o ódio, o fanatismo e a manipulação mentirosa sem limites.
Esse artigo foi baseado em:
https://www.brasil247.com/brasil/76-nao-querem-bolsonaro-em-2026-aponta-pesquisa-quaest
https://oantagonista.com.br/brasil/quaest-cresce-rejeicao-a-eduardo-bolsonaro/

