A verdade que não querem ouvir: Um judeu ortodoxo humilha uma sionista.
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Por Política em Debate I Brasília
Em 15/06/2025, 16h48 I Leitura 2 min
Num momento raro de honestidade moral, um judeu ortodoxo destruiu — com argumentos e coragem — a narrativa vitimista de uma plateia sionista que tentava inverter o jogo: pintar os opressores como oprimidos e os genocidas como mártires. O vídeo, de pouco mais de dois minutos, é uma aula pública de ética e memória histórica. E, mais do que isso, um tapa na cara dos hipócritas que se escondem atrás do Holocausto para justificar o apartheid contra os palestinos. Uma política de erradicação de todo um povo.
Tudo começa com uma jovem da plateia, provavelmente sionista, acusando o orador de “comparar judeus a nazistas”. Ela se diz ofendida, sobretudo porque alguns presentes seriam alemães ou descendentes de vítimas do nazismo. Um discurso ensaiado, recorrente, que tenta interditar o debate e bloquear qualquer crítica a Israel com a cartada da vitimização.
Mas o orador — um judeu cuja família inteira foi exterminada pelo regime nazista — não se cala. Pelo contrário. Ele responde com firmeza:
“Não gosto e não respeito essas lágrimas de crocodilo. Meu pai foi prisioneiro em Auschwitz. Minha mãe esteve no campo de concentração de Majdanek. Toda a minha família foi exterminada. Meus pais participaram do levante do Gueto de Varsóvia.”
Em vez de usar o sofrimento familiar como escudo para justificar crimes de outro Estado — como faz a propaganda sionista —, ele vai na direção oposta: denuncia justamente aqueles que torturam, demolem casas, esmagam vidas todos os dias em nome da “segurança de Israel”.
“É exatamente por causa das lições que meus pais me ensinaram que eu não vou ficar em silêncio enquanto Israel comete crimes contra os palestinos.” Eu não diria crimes. Eu diria uma política deliberada genocida, pela “bala” ou pela fome, reconhecida assim por lideranças do mundo, como o presidente do Brasil Luís Inácio Lula da Silva.
O silêncio na sala foi ensurdecedor. A máscara do sionismo, que tenta se revestir de moral e compaixão, desmoronou diante da honestidade crua daquele homem. Ele não falou com ódio, mas com indignação. Uma indignação que nasce da memória — não da memória seletiva que vitimiza Israel eternamente, mas da memória verdadeira, que não aceita a repetição da barbárie com outros protagonistas e outras vítimas.
E então, ele conclui:
“Se você tivesse um mínimo de coração, estaria chorando pelos palestinos.”
Esse tipo de coragem, de voz, é o que falta às lideranças políticas do Ocidente, cúmplices do genocídio. Enquanto o regime de Netanyahu bombardeia Gaza, assassina civis, destrói hospitais em uma política de “terra arrasada”, e que massacra cientistas iranianos em seus próprios lares — como abordamos neste artigo —. O terror promovido por Israel em relação ao Irã é chamado de “ação preventiva”. A matança de civis vira “legítima defesa”. O assassinato de cientistas vira “segurança nacional”.
O vídeo é, assim, mais do que um desabafo. É um ato de resistência. Um lembrete de que nem todos os judeus são sionistas, e que a dignidade humana ainda sobrevive em quem não trocou a memória por propaganda.


