O segundo mandato de Donald Trump não é apenas uma nova etapa política nos Estados Unidos, ele é o retrato caricato de um estágio avançado de degradação simbólica do que foi Um Estados Unidos, respeito e temido por todo o mundo. Isso acabou.

Nada ilustra melhor esse momento do que a carta enviada por Trump ao governo da Noruega, na qual expressa, sem pudor, seu desagrado por não ter recebido o Prêmio Nobel da Paz. Não se trata de boato, sátira ou exagero retórico: é um documento oficial, carregado de ressentimento, como se a diplomacia internacional fosse uma repartição de reclamações de consumidor insatisfeito.