A espetaculosa e sangrenta operação policial nos complexos do Alemão e da Penha no fim de outubro de 2025, sob o comando do governador Cláudio Castro, entrou para a história não apenas pela letalidade — 134 mortos, incluindo quatro policiais —, mas principalmente pelas contradições e segredos que envolveram seus desdobramentos. O governador, em sua primeira manifestação pública, apresentou um cenário aparentemente controlado e racional: a maioria das mortes teria resultado de um cerco tático do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), armando um bloqueio na mata para capturar traficantes em fuga, similar à táticas de operações anteriores. Contudo, essa narrativa desmoronou diante das várias evidências e denúncias do próprio aparato policial e do Ministério Público.