O choque brutal que tomou os Complexos do Alemão e da Penha, mais do que um golpe contra o crime, expôs as raízes apodrecidas de um sistema corrompido e seletivo na aplicação da violência, que reproduz a desigualdade e alimenta a barbárie institucionalizada.” (PolitikBr)

Há momentos em que o silêncio diz mais do que mil palavras. O silêncio cúmplice, o silêncio conveniente, o silêncio que finge não ver o óbvio: a banalização da morte. Foi exatamente esse o som que ecoou após a chacina promovida pelo governo Cláudio Castro nos Complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro — uma operação policial que deixou 134 mortos, sendo 4 policiais e 17 pessoas sem qualquer passagem pela polícia.