É realmente revelador quando a máscara cai do lado inesperado. E foi exatamente o que aconteceu quando o deputado federal Pastor Otoni de Paula, aliado do bolsonarismo e figura tradicional da direita fluminense, subiu à tribuna da Câmara para dizer — com todas as letras — o que os progressistas e analistas isentos vêm denunciando há décadas: as chacinas nas favelas do Rio de Janeiro são espetáculos políticos. São peças de marketing travestidas de “combate ao crime”, encenadas por governantes que almejam votos, não, de fato, combater o crime.