Este artigo analisa a pregação de um pastor que “orou” para que integrantes de uma escola de samba que homenageou Lula contraíssem câncer de garganta. Argumenta-se que esse discurso não é um desvio isolado, mas a expressão máxima de um modelo de evangelismo que substitui a mensagem de amor e graça de Jesus, por um sistema de controle baseado no binômio medo-punição. Citando as críticas do teólogo Caio Fábio, o texto expõe como muitos líderes usam um “Deus vingativo” do Velho Testamento para intimidar fiéis e adversários, prometendo prosperidade enquanto vendem medo e alimentam o ódio. O artigo conclui que essa prática é uma forma de terrorismo psicológico que ridiculariza o verdadeiro Evangelho e revela a fragilidade de uma fé que precisa de inimigos para sobreviver.
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Carnaval 2026: Homenagem à Lula – o Operário do Brasil – e o Choro da Extrema Direita Inconformada
O carnaval de 2026 foi palco de uma disputa política intensa após a escola Acadêmicos de Niterói homenagear o presidente Lula com um desfile que também satirizou o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso e condenado por tentativa de golpe. Apesar de o TSE ter liberado o evento, alegando não se tratar de propaganda eleitoral antecipada, a extrema-direita, liderada por Flávio Bolsonaro e Damares Alves, reagiu com histeria, prometendo ações judiciais e alegando, sem provas, crimes eleitorais e perseguição religiosa. O artigo analisa a hipocrisia da oposição, que vê censura onde há arte, e aponta para o futuro: em junho, Nunes Marques e André Mendonça, indicados de Bolsonaro, assumirão o comando do TSE, o que pode tornar o choro de hoje em uma tentativa de influenciar a Justiça amanhã. O desfile, porém, já entrou para a história como um ato de resistência cultural e afirmação da memória popular.