O escândalo que levou à prisão e à polêmica soltura do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, é frequentemente visto como um “problema carioca”. Uma disfunção local, um caso isolado de promiscuidade entre a política e o crime. Essa é uma leitura perigosamente míope.

O que se desenrola no Rio é, na verdade, a face mais exposta de uma rede nacional, um modus operandi que encontra eco e conivência em gabinetes de outros estados, especialmente aqueles governados pela extrema direita.