Enfim alguém com um mínimo de lucidez…Pelo menos nessa complexa questão.
Publicado em 01/04/2025, 19:15h
Trump afirmou que a obsessão de Kiev em ingressar na OTAN foi um dos motivos que desencadearam a guerra entre Ucrânia e Rússia. Ele expressou sua esperança de que o presidente russo, Vladimir Putin, chegue a um acordo para resolver o conflito, evitando mais mortes de soldados e civis de ambos os lados. Mas isso não somente depende de Putin.

Trump sistematicamente tem descartado qualquer possibilidade de a Ucrânia ingressar na OTAN porque sabe que a Rússia nunca aceitará isso. E ele precisa encerrar esse conflito na Europa para se confrontar de forma mais eficiente em relação à China e mesmo Taiwan. Normalizar o máximo possível as relações estressadas e rompidas por Joe Biden com a Rússia faz parte dos planos de Trump. Ele só tem a ganhar com isso.
Abrindo um parêntesis, o ministério das relações exteriores da China declarou que o mundo necessita da normalização das relações Rússia-EUA. Grandes potências como a Rússia e os Estados Unidos têm uma grande responsabilidade pela paz e tranquilidade globais e devem desempenhar um papel estabilizador em um mundo imprevisível, opinou o ministro das Relações Exteriores Wang Yi em uma entrevista exclusiva à Sputnik.
Para a Federação Russa, a entrada da Ucrânia na OTAN é uma ameaça existencial, e Trump sabe disso. Ele aceita, contrariamente à posição de Joe Biden e de outros presidentes democratas que o antecederam, que a Ucrânia na OTAN seria uma séria segurança nacional aos Russos. Os Russos gostariam também que a Finlândia e a Suécia se mantivessem neutros, mas eles se alinharam ao discurso e às ações antirrussas, se unindo à OTAN e mudando o cenário geopolítico na fronteira mais ao norte da Rússia. Nos próximos anos veremos os desdobramentos desse imprudente movimento.
Para entender melhor as implicações dessas declarações e as perspectivas futuras do conflito, é essencial explorar as diferentes narrativas e interesses em jogo. A busca por um acordo que satisfaça todas as partes envolvidas permanece um desafio, com os países europeus da OTAN claramente tentando um prolongamento do conflito, em contraposição às negociações envolvendo a Rússia, Ucrânia e Estados Unidos que vem buscando o fim do conflito.
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