De Política em Debate

Publicado em 01/04/2025, 17:55h

A exposição  “Rua da Relação, 40: Testemunho Material da Violência de Estado” em Niterói, traz à tona as atrocidades cometidas durante a ditadura e assim cumpre um papel fundamental na educação das novas gerações. É preciso que especialmente os jovens conheçam a história, para que possam valorizar a democracia e lutar para que regimes autoritários jamais se repitam.

Nós estivemos na manhã de hoje (01/04) visitando a exposição. Há farto material fotográfico nos vários murais que nos remete a um passado tenebroso, sombrio. A nos contar uma triste e vergonhosa história.

Hoje o Rio de Janeiro, São Paulo e outras cidades do país são assoladas pelas milícias, que pseudamente teriam surgido para fazer frente, como justiceiros, às quadrilhas de traficantes de drogas, mas qual é a real raiz do surgimento das milícias? “Rua da Relação, 40: Testemunho Material da Violência de Estado” nos mostra que elas são um legado sinistro da ditadura militar. Elas são a continuidade dos famigerados Esquadrões da Morte, que nada mais eram do que assassinos organizados, que matavam livremente opositores do regime militar.

Foi possível aprender ainda, em uma visita de 40 minutos, rápida, que a Rua da Relação, sede do DOPS, já era usada desde a década de 1930 para encarcerar e calar opositores ao governo Getúlio Vargas. Há muito mais…Se pode consultar “fichas e dossiês” (cópias) do DOPS, de alguns dos que levantaram a voz contra o regime, e foram objeto de toda a sorte de brutalidade.

Foi constrangedor constatar, que ainda hoje há uma disputa de natureza judicial e política para que o prédio da rua da Relação,40 seja transformado em um memorial material à violência de Estado. Essa destinação, o mínimo reparatória e civilizatória, encontra resistência por parte dos viúvos e viúvas da ditadura.

Não foi por nada que tivemos recentemente uma tentativa de golpe de Estado e que levou, até agora, a que o ex-presidente Jair Bolsonaro se tornasse réu, dentre outros crimes tipificados em lei, por tentativa de ruptura violenta do estado de direito. Ele e seus comparsas militares. Algo inédito na história do Brasil.

“Rua da Relação, 40: Testemunho Material da Violência de Estado” é um chamado à reflexão, à justiça e à memória. Que ela nos inspire a construir um futuro em que a liberdade, a igualdade e o respeito aos direitos humanos sejam os pilares de nossa sociedade.

Alguns dos vários murais podem ser vistos nas imagens abaixo. Já se tornou lugar comum dizer que “se uma sociedade esquece ou não conhece a sua história, ela está fadada a repetir os erros do passado”. Nós – Brasileiros – não podemos permitir que outras “ruas da Relação 40” aconteçam de novo.

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