De Política em Debate

Publicado em 31/03/2025, 19:45h

A exposição “Rua da Relação, 40: Testemunho Material da Violência de Estado”, chega a Niterói hoje, um dia emblemático e traumático para a Sociedade Brasileira, e é um marco na preservação da memória e na reflexão sobre os horrores da ditadura militar no Brasil.

Em um momento em que alguns tentam reescrever a história, iniciativas como essa se tornam ainda mais cruciais.

Ex-sede do DPS no Centro do Rio de Janeiro

A mostra não é apenas uma coleção de documentos e imagens; é um portal para um passado doloroso que não podemos esquecer. Ao revisitar os porões do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), e outros locais de tortura, somos confrontados com a brutalidade e a crueldade de um regime que silenciava vozes e oprimia a liberdade de expressão das formas mais brutais possíveis.

A instalação foi inaugurada hoje (31/03), às 18h, no Centro de Artes UFF, e ficará aberta ao público até 30 de abril, das 9h às 21h, com entrada gratuita.

Ulisses Guimarães, em um momento de lucidez e coragem, proferiu palavras que ecoam até hoje: “Traidor da constituição é traidor da pátria”. Essa frase, lapidar, resume a gravidade do golpe militar de 1964 e a importância de defendermos, intransigentemente, os valores democráticos.

A Constituinte e o discurso de Ulisses Guimarães na Câmara dos Deputados

A exposição em Niterói, ao trazer à tona as atrocidades cometidas durante a ditadura, cumpre um papel fundamental na educação das novas gerações.

É preciso que os jovens conheçam a história do Brasil, para que possam valorizar a democracia e lutar para que regimes autoritários jamais se repitam.

Que essa exposição seja um chamado à reflexão, à justiça e à memória. Que ela nos inspire a construir um futuro em que a liberdade, a igualdade e o respeito aos direitos humanos sejam os pilares de nossa sociedade.

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