De Política em Debate

Publicado em 30/03/2025, 12:00h

Por mais que o bolsonarismo ainda tente manter fôlego nas redes e nos bastidores, a fala de Simone Tebet é um sinal claro de que o Brasil institucional começa, finalmente, a virar a página. Quando a ministra do Planejamento afirma que Jair Bolsonaro é uma “carta fora do baralho”, não se trata apenas de uma constatação política, mas de um chamado à responsabilidade histórica.

O Brasil não pode mais se dar ao luxo de flertar com o autoritarismo. A tentativa de golpe após as eleições de 2022, impulsionada por fake news, teorias conspiratórias e ataques sistemáticos às instituições, precisa ser tratada com o devido peso: como um crime contra a democracia. Tebet, com sua postura firme, verbaliza aquilo que muitos no centro político ainda hesitam em dizer claramente — que Bolsonaro deve, sim, ser julgado e punido pelos atos que atentaram contra a ordem constitucional.

Mais que um recado ao passado recente, as declarações de Tebet apontam para o caminho que o Brasil precisa trilhar. Com Lula no comando, o país volta a crescer, gera empregos, valoriza o salário mínimo e recupera o prestígio internacional. Não é coincidência: a democracia dá frutos quando é respeitada e fortalecida.

Mas não basta crescimento econômico. É preciso responsabilização. Sem justiça, não há reconciliação verdadeira. E enquanto Bolsonaro continuar posando de vítima e mártir político, será impossível fechar as feridas abertas pela sua gestão marcada pela intolerância, pela mentira e pelo desprezo à vida — como vimos no caos da pandemia.

Simone Tebet, que já foi adversária de Lula e hoje é ministra de Estado, mostra coragem e coerência. Ao dizer que Bolsonaro está fora do jogo, ela antecipa um futuro necessário: o de uma política brasileira livre do extremismo, baseada em diálogo, responsabilidade e, sobretudo, justiça.

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